Vamos agora configurar o banco de dados da aplicação. Esse primeiro passo é muito
importante porque o Rails usa as informações proveniente do schema do banco de
dados para gerar automaticamente arquivos e configurações adicionais. Esse é mais
um exemplo de convenção ao invés de configuração. Dessa forma, garantir que o
banco está funcionando corretamente, configurado para uso da aplicação, é o passo
inicial de qualquer desenvolvimento em Rails.
O arquivo de configuração de banco de dados se chamada database.yml e está
localizado no diretório config, junto com os demais arquivos de configuração da
aplicação.
Abrindo o arquivo database.yml, repare que uma aplicação Rails geralmente utiliza
três bancos de dados, um para cada ambiente de desenvolvimento padrão. Repare
também que por padrão o arquivo já vem previamente configurado para o banco de
dados SQLite. Na nossa aplicação utilizaremos o banco MySQL, portanto nossa
configuração ficará assim:
Dica de Ruby - Arquivos YAML (*.yml)
Um arquivo do tipo YAML é um arquivo de dados como o XML, por
exemplo, mas com uma sintaxe mais limpa e enxuta. Um documento
YAML é bastante útil para guardar arquivos de configuração.
development:
adapter: mysql
encoding: utf8
database: eventos_development
pool: 5
username: root
password:
host: localhost
test:
adapter: mysql
encoding: utf8
database: eventos_test
pool: 5
username: root
password:
host: localhost
production:
adapter: mysql
encoding: utf8
database: eventos_production
pool: 5
username: root
password:
host: localhost
Um banco de dados é utilizado para o desenvolvimento, onde todas as mudanças
são aplicadas. Esse banco tem seu correspondente em um banco de produção, onde
modificações somente são aplicadas uma vez que estejam completas. O arquivo
permite configurar, inclusive, um banco remoto para onde suas modificações finais
serão redirecionadas—embora geralmente seja melhor utilizar um outro método
de implantação, como veremos mais adiante.
O terceiro banco mostrado acima é um banco de testes, utilizado pelo Rails para a
execução de unit testing. Esse banco deve ser mantido necessariamente à parte já
que todos os dados e tabelas presentes no mesmo são excluídos e recriados a cada
teste completo efetuado na aplicação.
Voltando à nossa aplicação, como um arquivo de configuração importante foi
mudado, o servidor Web precisa ser reiniciado. Isso acontece porque ele somente
lê essas configurações no início de execução. Esse é um dos raros casos em que um
servidor de desenvolvimento precisa ser reiniciado já que o Rails recarrega
praticamente qualquer modificação feita na aplicação quando está no modo de
desenvolvimento.
Agora temos uma aplicação e um banco de dados configurado. Com isso já
podemos iniciar o processo de desenvolvimento propriamente dito.
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