Para exemplificar os conceitos abordados neste material, vamos desenvolver uma
aplicação completa de agendamento de eventos. Esta aplicação listará uma série de
eventos como cursos, encontros e seminários com suas respectivas descrições e
datas, e permitirá que se faça a gestão destas informações com o cadastramento,
edição e exclusão de eventos.
A primeira coisa a fazer, então, é criar o diretório de trabalho da aplicação. Isso é
feito digitando o comando abaixo no console (ou no prompt de comando, no
windows):
rails eventos
O comando rails gera o esqueleto completo de uma aplicação, pronta para rodar.
Esse comando foi criado em seu sistema quando você instalou as bibliotecas
necessárias.
Após a digitação você verá o resultado do processo de criação, conforme
demonstrado abaixo:
create
create app/controllers
create app/helpers
create app/models
create app/views/layouts
create config/environments
create components
create db
create doc
create lib
create lib/tasks
No esqueleto gerado, cada parte da aplicação tem um local específico para ser
colocado. Isso deriva de uma das filosofias por trás do Rails que pode ser descrita
pela frase “convenção ao invés de configuração”. Convenção, nesse caso, significa
que há um acordo entre o framework e você, o desenvolvedor, de modo que você
não precisa de preocupar com certos detalhes que, de outra forma, teriam que se
descritos em um arquivo de configuração.
Não vamos entrar em detalhes sobre a estrutura de diretórios agora porque ela
ficará evidente à medida que avançarmos no livro. Não se preocupe: ela é bem
lógica e, na maior parte do tempo, automaticamente gerenciada pelo Rails.
Agora que temos uma aplicação básica, vamos rodá-la e ver o resultado.
Para facilitar a vida, o Rails vem com seu próprio servidor Web, utilizando as
bibliotecas do próprio Ruby. Para rodar o servidor, basta usar um dos scripts
utilitários presentes em cada aplicação gerada pelo Rails (veja o diretório script sob
o esqueleto da aplicação).
Entre no diretório recém-criado e digite:
script/server start
=> Booting Mongrel (use 'script/server webrick' to force
WEBrick)
=> Rails application starting on http://0.0.0.0:3000
=> Call with -d to detach
=> Ctrl-C to shutdown server
** Starting Mongrel listening at :3000
** Starting Rails with development environment...
** Rails loaded.
** Loading any Rails specific GemPlugins
** Signals ready. TERM => stop. USR2 => restart. INT => stop
** Rails signals registered. HUP => reload (without restart).
** Mongrel available at 0.0.0.0:3000
** Use CTRL-C to stop.
Como você poder ver, o comando inicia uma instância do servidor Mongrel, capaz
de servir aplicações Rails sem necessidade de qualquer configuração adicional. O
servidor roda localmente e recebe requisições na porta 3000.
Lembre-se que em ambiente Windows, você deve digitar
“ruby script/server start”.

Como mostrado acima, temos uma aplicação inicial rodando que, inclusive, mostra
quais são os próximos passos para continuar o desenvolvimento da mesma.
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